I Congresso Nacional mostra força e união da Rede Sustentabilidade

Rede Sustentabilidade 23 de maio de 2014

 

Com 206 participantes (122 delegados e 86 observadores), o I Congresso Nacional da Rede Sustentabilidade, realizado em Brasília neste fim de semana, marcou mais um passo no processo de organização do partido.

Em seu primeiro dia, após um debate sobre o programa e as alianças para as eleições, o Congresso homologou a candidatura de Marina Silva. No segundo dia de debates, foram escolhidos os membros dos novos diretórios e os integrantes da Executiva Nacional.

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O Congresso também definiu que o prazo máximo para a legalização da REDE será abril do ano que vem. Pelo tempo curto para todos os debates, as demais propostas apresentadas serão apreciadas na primeira reunião do novo Diretório, incluindo as realizadas por meio do instrumento interno de consulta e proposição, a PRIF (Proposta de Resolução de Iniciativa de Filiados e Filiadas).

Para representar a REDE, foram escolhidos dois membros do partido com perfis diferentes e complementares: o deputado federal Walter Feldman, de 60 anos, na política há mais de 30 anos; e a ambientalista Gabriela Barbosa, de 29 anos, com uma história construída na militância em ONGs.

Walter Feldman destacou os principais desafios da nova direção. “Esse é um período importantíssimo porque é a primeira experiência eleitoral da REDE, a legalização do partido. Vamos viver momentos muito ricos do misto de sonho com a realidade.”

Gabriela disse que ficou surpresa, mas viu como um reconhecimento do seu trabalho no Elo da Juventude.

“Conversando com várias pessoas [sobre sua indicação] lembrei de toda trajetória politica que a gente viveu com o movimento Marina Silva, em 2010, e com o movimento da Nova Política. A gente não pode fugir da luta. Na luta estou e na luta vou ficar, pois sei que posso contar com a ajuda de todos vocês.”

O próximo Congresso está previsto para ser realizado entre outubro e novembro de 2015.

MARINA

Uma das principais pautas do encontro, o Congresso referendou a candidatura de Marina Silva a vice-presidente na chapa de Eduardo Campos.

Marina destacou a importância da aliança com o PSB para essas eleições e o eixo central dessa união –o programa.

“Essa é a alma do negócio. É a partir do programa que vamos estabelecer uma nova governabilidade. Não a pragmática, com base na distribuição de pedaços do Estado, mas a programática, com base no programa”, disse durante sua fala antes da homologação.

Marina ressaltou que o processo de filiação ao PSB não se deu por uma troca de cargos.

“Para ser coerente, não fomos lá reivindicar o lugar de vice. Fomos lá reivindicar se eles estavam dispostos a se comprometer com as nossas propostas. Quem nos colocou essa possibilidade de vice foi o próprio PSB, do Eduardo Campos.”

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