O Brasil exige a verdade: por que mataram Marielle e Anderson?

#Rede 12 de março de 2019

Prestes a completar um ano da morte trágica de Marielle Franco, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro finalmente prenderam dois suspeitos de participação no covarde assassinato da vereadora do Psol e do motorista Anderson Gomes e na tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu ao ataque.

Meticulosamente planejado por três meses, o homicídio que chocou o Brasil envolve, até agora, um ex-policial militar e um sargento reformado da Polícia Militar que, inclusive, já foi homenageado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com uma moção de congratulações, aplausos e louvor, em 1998.

As prisões de hoje não são conclusão de nada, são o início do que deve ser feito para produzir justiça. Mas, no país da impunidade, ainda não sabemos quem foi o mandante desse crime bárbaro. Marielle foi brutalmente executada por se dedicar à defesa dos injustiçados – o que incluía o apoio a policiais vitimados – e por atuar contra as ações violentas da polícia e de grupos milicianos nas comunidades do Rio. Todos os indícios são de um crime de ódio por motivação política.

Tentaram calar sua voz, tentaram calar a democracia, mas não conseguiram. Assim como Marielle, somos a luta por uma sociedade justa e democrática, somos a presença dos que cobram responsabilidades das autoridades, somos os que não vão se calar. O Brasil exige a verdade: por que mataram Marielle e Anderson?