Marina participa do Fórum Mundial das Águas

#Rede 21 de março de 2018

De 18 a 23 de março, Brasília sedia o 8º Fórum Mundial da Água (FMA). Organizado pelo Conselho Mundial da Água, o evento tem como objetivo promover o diálogo global relacionado ao uso, preservação, proteção, planejamento e gestão da água em todos os setores da sociedade.

Representantes de governos, da sociedade civil, de empresas públicas e privadas e de organizações não governamentais de diversos países estarão reunidos para buscar soluções e firmar compromissos em nome da segurança hídrica mundial.

Em razão de sua reconhecida história de vida e expressiva atuação ambiental e política, a porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade e pré-candidata à Presidência da República, Marina Silva, fará a abertura de duas mesas do FMA.

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“Já tive a oportunidade de participar de outras edições do Fórum, e agora é muito significativo termos a realização na América Latina, mais particularmente no Brasil, especialmente quando já vivenciamos as consequências da crise hídrica na capital do país, em Brasília, e a cidade com o maior PIB, em São Paulo, sem contar na grave contaminação de rios como nos crimes ambientais em Mariana/MG e Barcarena/PA”, reflete a porta-voz.

Nesta terça-feira, Marina participou da mesa de abertura da Sessão Conjunta de Legisladores, Juízes e Promotores, a convite do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, junto com a procuradora geral da República, Raquel Dodge e o senador Jorge Viana, além de outras autoridades brasileiras e do exterior.

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“O fórum possibilita o debate para que trate a água não apenas como um recurso econômico, mas como direito humano e fonte de vida. E uma das ideias, deste fórum de juízes, é criar um conceito jurídico novo para a defesa dos recursos hídricos”, explica Marina.

Na quarta-feira, a porta-voz também fará a abertura da mesa Gestão Integrada da Água e do Uso do Solo, na qual serão apresentados estudos de caso do Brasil e de outros países.

“Precisamos dar uma resposta para os graves problemas desta crise ambiental global, que estamos vivendo. Preservar recursos hídricos é também preservar florestas. É ter o cuidado com o uso do solo, evitando a sua contaminação. E é, sobretudo, atender à demanda de abastecimento de água para as pessoas, em consonância com o uso correto e sustentável da água para agricultura, indústria e outras atividades econômicas”, comenta Marina.

Irão compor a mesa, o coordenador de Instrumentos da Secretaria de Gestão do Território e Habitação do DF, Bruno Ávila Eça de Matos; a assessora de Políticas Públicas da organização Dairy Australia, Claire Miller; o professor da Universidade Hochschule Weihenstephan-Triesdorf, Carsten Lorz; o vice-diretor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, Olcay Unver; e a especialista do Departamento de Interior dos Estados Unidos, Kristine Smith.

Marina também participará do lançamento do filme do ator Marcos Palmeira, Manual de Sobrevivência para o Século XXI, que retrata experiências brasileiras de sucesso na construção de uma sociedade sustentável.

REDE no FAMA

Paralelamente ao Fórum Mundial da Água, acontece o Fórum Alternativo Mundial da Água. Promovido por organizações da sociedade civil de todo o mundo, o FAMA, como é carinhosamente conhecido, possibilita a participação mais efetiva e democrática da sociedade civil nas discussões referentes ao tema da água.

Com o lema “Água é direito, não mercadoria”, o FAMA é composto por diversas palestras e debates totalmente gratuitos e deve contar com a participação de aproximadamente cinco mil pessoas.

De acordo com Pedro Ivo, membro da Comissão Executiva Nacional da REDE, há mais de um ano filiados do partido estão contribuindo com a organização dos dois Fóruns.

“Como muitos de nossos filiados são engajados na área de sustentabilidade, meio ambiente e lutas em defesa da água, nós contribuímos nos mais diferentes espaços”, explica.

Pedro Ivo acredita que, mais do que nunca, é preciso garantir que as posições da sociedade civil não fiquem restritas ao FAMA, mas sejam contempladas no FMA.

“Nós advogamos desde o princípio que a sociedade deveria incidir, na medida do possível, sobre o Fórum Mundial da Água, levando suas propostas para não deixar que o evento virasse uma grande conspiração pela privatização da água”, enfatiza.

Além disso, Pedro Ivo destaca que a REDE já vem trabalhando com o conceito ampliado de água. Como recurso, como serviço, como direito, e principalmente, como sujeito de direitos.

‘A ideia é que a água possa ter, do ponto de vista legal, um tratamento especial para não ser extinta. Não é só o direito do ser humano para ter acesso, mas a busca de um uso mais sustentável’, reflete.

Para tal, ele defende que, assim como existem as conferências das partes sobre o clima e a biodiversidade, é preciso que a água tenha um espaço oficial de debates dentro da Organização das Nações Unidas (ONU). “É preciso estabelecer uma conferência das partes sobre a água, no qual seja proposto um tratado vinculante para que os governos levem, de fato, os compromissos firmados adiante”.